 Abaixo, em quatro quadros, quatro momentos da produção brasileira de milho. No
primeiro, a produção registrada em 2011. Nos três seguintes, as previsões de
produção para a corrente safra dos meses de fevereiro, março e abril (esta
última divulgada ontem).
Como se constata, já na previsão de fevereiro era apontada safra maior
que a de 2011, mas não por conta da primeira safra, cujo volume previsto seria
inferior ao do ano passado. Esta última indicação se manteve na previsão
seguinte (a de março) e só agora, em abril, é que apresenta ligeira reversão,
projetando-se uma primeira safra meio por cento maior que a do ano
passado.
Mas o avanço mais significativo envolve a safrinha que, mês a
mês, vem sofrendo revisões para cima. Agora está sendo previsto volume pouco
superior a 29 milhões de toneladas, o que significa aumento de mais de um terço
sobre a safrinha de 2011. Dessa forma, depois de corresponder a 37% da produção
brasileira de milho (2011), a segunda safra pode equivaler, neste ano, a 45% da
produção total, ora prevista em 65,1 milhões de toneladas.
Único senão
nessas projeções: a safrinha, por ora, é apenas uma promessa – dependente não
mais do homem, é verdade, mas inteiramente sujeita ao comportamento da natureza.
Assim, agora é rezar e pedir que São Pedro nos ajude.
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